terça-feira, 3 de abril de 2018

Docker no Ubuntu 16.04

Docker é um gerenciador de contêiners desenvolvido em cima dos LXC (Linux Containers). Um contêiner, diferentemente de uma máquina virtual, é utilizado para rodar um processo compartilhando recursos do kernel nativo e não uma instalação totalmente nova, com libs próprios, como acontece nas VMs.

Como foi desenvolvido em cima do LXC, o funcionamento é 'nativo' e acontece muito bem. Para outros sistemas, é necessário instalar o Docker Toolbox, que cria uma VM por baixo dos panos rodando linux e oferecendo o acesso aos contêiners de forma simplificada. Entretanto, a MS lançou recentemente uma ferramenta denominada "Windows Subsystem for Linux", oferecendo suporte nativo para o Docker rodar sem a necessidade de uma VM.

Para instalação no Ubuntu 16.04, certifique-se que não há antigas versões do docker:
sudo apt remove docker docker-engine docker.io

Esse comando não irá remover imagens ou seus containers, apenas habilitar a utilização do novo docker.

Pacotes necessários para o apt conseguir acessar servidores FTP:
sudo apt install apt-transport-https ca-certificates curl software-properties-common

Adicionar chave GPG
curl -fsSL https://download.docker.com/linux/ubuntu/gpg | sudo apt-key add -

Adicionar o repositório oficial para amd64
sudo add-apt-repository "deb [arch=amd64] https://download.docker.com/linux/ubuntu $(lsb_release -cs) stable"

Atualize a lista de repositórios e instale o Docker community edition:
sudo apt update && sudo apt install docker-ce -y

O Docker sempre funciona a partir do usuário root, porém podemos adicionar ele ao grupo do usuário
sudo gpasswd -a $USER docker
Para validar as informações, pode ser utilizado o comando  $ newgrp docker porém nem sempre funciona, dependendo do que há no cache de sessão. Se não funcionar, faça um logout e login.

Para testar, execute o contêiner de hello-world, cuja imagem será baixada caso não exista:
docker run hello-world

Uma imagem é o arquivo utilizado para construir um contêiner. A partir dela, é definida como o contêiner se comporta enquanto ativo.

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Acessar um drive no Linux criptografado com BitLocker

O primeiro passo é instalar o dislocker-fuse é instalar os pacotes que permitem o seu funcionamento. Nas distros debian-like (Debian Stretch e Ubuntu 16):

$ sudo apt install gcc make cmake libfuse-dev libmbedtls-dev ruby-dev

Feito isso, baixe o dislocker clicando aqui.

Descompacte o mesmo, entre na pasta e use os seguintes comandos:

$ tar -vzxf filename.tar.gz
$ cd filename
$ cmake .
$ make
$ sudo make install -j

Agora o dislocker foi instalado na pasta padrão, /usr/bin. Acesse ela pelo terminal e inicie a descriptografia:

$ cd /usr/bin

Descubra onde está mapeado o driver a ser descriptografado
$ sudo fdisk -l

Descriptografe o drive

$  sudo dislocker -r -V /dev/your_hd -u -- /media/drive
<vai pedir a senha utilizada no bitlocker>

Crie a pasta que receberá os arquivos do drive, vá para o diretório em que foi gerado o arquivo de descriptografia,  monte o drive e acesse os arquivos

$ mkdir /media/mounted
$ cd /media/drive/ 
$ sudo mount -o ro,loop dislocker-file /media/mounted/
$ cd /media/mounted

Referências:

sábado, 20 de agosto de 2016

Como usar o APT

O APT é o gerenciador de pacotes do Debian e de sistemas baseados nele, como o Ubuntu.

O primeiro passo para a utilização do APT é configurar a sources.list, disponível no diretório /etc/apt/ .

O arquivo deve ser editado de acordo com suas preferências de versões e repositórios. Atualmente eu utilizo a versão 9 do Debian, a Stretch, e portanto minha sources.list está assim:

### ---------- Stretch Repositories ---------- ###
deb http://ftp.us.debian.org/debian/ stretch main contrib non-free
deb-src http://ftp.us.debian.org/debian/ stretch main contrib non-free

deb http://security.debian.org/debian-security stretch/updates main contrib non-
free
deb-src http://security.debian.org/debian-security stretch/updates main contrib
non-free


### ------------------------------------------------------- ###

Os comandos básicos do APT são os seguintes:

Atualiza o banco de dados local dos repositórios listados na sources.list em relação ao versionamento de cada pacote instalado.

# apt update


Atualiza os pacotes instalados sem mudar a versão dos mesmos, geralmente utilizado depois de apt update.

# apt upgrade


Atualiza os pacotes instalados mudando a versão dos mesmos.

# apt dist-upgrade


Instala um novo pacote

# apt install <package>


Remove o pacote e os pacotes "filhos" do mesmo. Use --purge para remover as configurações criadas pela instalação.

# apt autoremove <package>

sábado, 16 de julho de 2016

Área de Swap em forma de arquivo

Para criar uma área de swap, entre no modo root e realize os seguintes procedimentos:

# dd if=/dev/zero of=/swapfile bs=1M count=1024

O comando anterior cria um arquivo contendo "zeros" , com 1024 "pedaços" de 1MB cada, formando um arquivo de 1GB.

Então, tornamos esse arquivo uma área de swap com:

# mkswap -f /swapfile

O terminal lançará um alerta, de que é perigoso manter as permissões do arquivo em 644, pois qualquer um poderá ter acesso ao arquivo. Corrigimos isso com:

# chmod 600 /swapfile

Para manter esse arquivo eternamente como sua área de swap, edite o arquivo de partições com um editor de texto de sua preferência (nano, mcedit, vim):

# vim /etc/fstab 

Na última linha, acrescente:

/swapfile         none           swap      sw              0           0

Ative o manualmente (só desta vez) com:

# swapon -a

E verifique se há swap com

# free -m

O resultado deverá ser este:

Swap:         1023           0          1023

E é isso aí.

Debian Testing + XFCE4

A melhor forma, na minha opinião, de instalar o Debian é a partir do netinst.

A imagem para sistemas de 64 bits com processadores AMD/Intel pode ser obtida através deste link. Para outros processadores (e outras formas de instalação também), clique aqui. A documentação completa de instalação se encontra em link.

Se você está utilizando um sistema baseado em Linux, poderá gravar a iso em um pendrive/disco com o seguinte tutorial. Se você quer gravar a partir do MS Windows, poderá usar o LiLi ou alguma outra ferramenta de sua preferência.

Antes de iniciar o processo de gravação, entre no menu da BIOS do seu sistema e altere o boot. Atualmente, todos os computadores vem com tecnologia UEFI de fábrica, porém se você utiliza um sistema mais antigo, escolha LEGACY.

Ao iniciar o processo de gravação, selecione Instalar (não selecione o modo gráfico, acaba atrapalhando mais do que ajudando) e siga o passo a passo que é bem intuitivo.

Ao chegar no menu de formatação, escolha a opção de "manual". Eu possuo o costume de deixar um espaço livre no HD, para futuras alterações ou algum dualboot de testes. Meu esquema de partição, em UEFI, é o seguinte:

  • 1GB para boot (partição do tipo EFI, primária)
  • 25% do seu HD para raiz / (primária)
  • 60% ou mais para /home (lógica) 
  • Não crie memória swap, é um disperdício de "partição'
Se você utilzar Legacy, desconsidere a partição boot. Ignore o alerta de memória swap, criaremos a mesma em arquivo mais tarde.

Siga o processo, desmarque a opção de instalar interface gráfica ou qualquer coisa do tipo quando for requisitado.

Após instalar o sistema básico via NetInst, teremos o sistema o mais minimalista possível. A partir daí, quase tudo que você precisar/querer ter, terá que ser instalado e configurado.

O primeiro passo é criar a área de swap. O procedimento pode ser visto aqui.

Supondo que você já tenha configurado a sources.list, vamos passar a instalação dos pacotes necessários. Caso não tenha feito, de uma lida aqui ou se nem sabe o que é a sources.list, dê uma lida aqui antes de prosseguir.
 
Começaremos com a instalação do comando sudo (tutorial). Lembrando que todos os passos abaixos precisam de conexão com a internet.

Com o sudo instalado, instalaremos o básico do sistema. Todos os comandos abaixo assinalados com '#' deverão ser emitidos com sudo ou com usuário root.

Instalaremos o X junto ao XFCE e algumas ferramentas básicas, para formarmos a GUI.
# apt install xorg xfce4 xfce4-battery-plugin xfce4-datetime-plugin xfce4-dev-tools xfce4-goodies xfce4-notes xfce4-notes-plugin xfce4-panel xfce4-power-manager xfce4-pulseaudio-plugin xfce4-settings xfce4-terminal xfce4-whiskermenu-plugin xfce4-weather-plugin iceweasel xdg-user-dirs policykit-1 policykit-1-gnome scrot screenfetch tumbler ristretto thunar --no-install-recommends
Você pode achar interessante a presença de um gerenciador de login, para isso, recomendo o lightdm ou o lxdm, ambos sem instalar os recomendados.
  Gerenciador de rede:
# apt install wicd

E a instalação dos compactadores
# apt install zip unzip rar unrar tar gzip xarchiver p7zip

Então, instalaremos o gerenciador de áudio PulseAudio
# apt install pulseaudio pulseaudio-base pavucontrol xfce4-pulseaudio-plugin

E o gerenciador de pacotes no GUI
# apt install synaptic

Instale o navegador padrão do Debian
# apt install iceweasel iceweasel-l10n-pt-br --no-install-recommends

Instale os pacotes para autenticações no GUI
# apt install policykit-l policykit-1-gnome --no-install-recommends

Pacotes de gerenciamento de dispositivos
# apt install gvfs gvfs-backends fuse mtp-tools

Crie os diretórios padrões de usuário
# apt install xdg-user-dirs --no-install-recommends

Pacote libreoffice
# apt install libreoffice libreoffice-l10n-pt-br



Para quem gosta do atalho Super+d (conhecido por windows+D pelos usuários do MS Windows), é possível criálo no XFCE com os seguintes comandos:

$ xfconf-query --channel xfce4-keyboard-shortcuts --property "/xfwm4/custom/<Control><Alt>d" --reset
 

$ xfconf-query --channel xfce4-keyboard-shortcuts --property "/xfwm4/custom/<Super>d" --create --type string --set "show_desktop_key"

Para abrir o menu whisker com a tecla super (não esqueça de adicionar ele ao seu painel) vá em Configurações > Teclado > Atalhos de Aplicativos > Adicionar > comando: xfce4-popup-whiskermenu e a tecla Super (Windows).

Finalizada a instalação do necessário para seu computador funcionar com o básico, você poderá deixá-lo mais bonito com temas do http://xfce-look.org/

sexta-feira, 18 de março de 2016

Criar um PenDrive Bootavel a partir do Linux

O primeiro passo para criar um pendrive bootavel de maneira fácil é formatando o mesmo para o formato FAT32.

Para isso, entraremos no modo Super User e então identificaremos qual é o dispositivo associado ao pendrive com o seguinte comando:

$ su 

# fdisk -l

O retorno do comando irá te mostrar as partições e os dispositivos que estão ativos no seu computador.

Após identificar o pendrive, no meu caso ficou em /dev/sdc1 iremos desmontá-lo e formatá-lo para garantir que o processo ocorra sem falhas com o comando:

# umount /dev/sdc1

# mkfs.vfat -v -n "nome_do_pendrive" /dev/sdc1

Lembrando que -v (verbose) e -n (name) são opcionais.

Após formatado, instalaremos um recurso para visualizar o processo de cópia:

# apt install pv 

Feito isso, iremos gravar a iso no pendrive com o comando:

# dd if=/origem/da/iso.iso |pv|dd of=/dev/sdc1 bs=10M

Uma observação sobre o comando # dd : ele não aceita endereços de diretórios que contenham espaço. Até efetuará a gravação, mas o resultado será negativo. Portanto, mude o endereço da iso para um galho de diretórios que não possuem espaço.

Para mais dúvidas quanto ao uso deste comando, digite no terminal $ man dd

Assim que o bash retornar, o processo estará encerrado e você já terá um pendrive bootavel.

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Instalar o LibreOffice 5 sem APT

O novo LibreOffice foi lançado e para ter acesso ao mesmo no Debian 8, é necessário baixar seu pacote e instalá-lo manualmente.

Para isso, vamos ao site de download do office e lá baixamos o mesmo juntamente com seu pacote de tradução.

Lembrando que os nomes utilizados aqui são abreviações dos arquivos e portanto não funcionará se você simplesmente colar os mesmos no terminal. Acostume-se a ler e a entender o que você está fazendo. PS: para não precisar preencher tudo que escreve, tecle tab depois de digitar algumas letras do arquivo/comando.

Feito o download, descompactamos o arquivo com:
$ tar -zxvf libreoffice5.tar.gz 
e para descompactar o  pacote de tradução com:
$ tar -zxvf traducao_pt-br_libreoffice5.tar.gz

Só abrindo um parênteses para o comando tar, as tags zxvf fazem, respectivamente: descompacta o gzip, extrai o arquivo, modo verbose (lista tudo que foi descompactado) e especifíca o arquivo. Se você não quiser lotar seu terminal com tanta informação, apenas -zx bastará.

Feito isso, vá para a pasta criada com a descompactação de cada arquivo com
$ cd LibreOffice_*/DEBS

Aí é só rodar o dpkg para configurar tudo:
$ sudo dpkg -i *.deb

Faça o mesmo procedimento para o pacote de linguagem.

https://www.vivaolinux.com.br/artigo/Fontes-da-Microsoft-Instalacao-no-Ubuntu-e-Fedora